Primeira fase de implementação do eSocial para empresas começou


Posted in janeiro 11, 2018 by admin
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eSocial abrange 14,4 mil empresas, que faturaram mais de R$ 78 milhões em 2016 ou que aderiram voluntariamente. Elas empregam 15 milhões de trabalhadores.

Teve  início esta segunda-feira (8) em todo o país a primeira etapa de implantação do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Ao todo a etapa envolve 14,4 mil empresas, que faturaram mais de R$ 78 milhões em 2016 ou que aderiram voluntariamente, de acordo com a Receita Federal. Juntas, elas empregam 15 milhões de trabalhadores, um terço do total.

O prazo para as empresas cumprirem a primeira etapa começou nesta segunda-feira e se estende até o dia 28 de fevereiro. Nesse período, disse a Receita, o sistema receberá apenas as informações cadastrais dos empregadores e as relativas às suas tabelas, tais como estabelecimentos, rubricas, cargos, etc. Somente a partir de março será possível o envio dos eventos não periódicos. Até lá, será possível fazer os ajustes necessários na qualificação cadastral dos funcionários, por exemplo.

Segundo o órgão, não há obrigatoriedade de envio dos dados necessariamente nos primeiros dias e a empresa pode fazer os eventuais acertos necessários em seus sistemas internos, bem como se utilizar do ambiente de produção restrita para seus testes, para só depois começar a enviar informações à Base Nacional.

Nos próximos dias, estará disponível no portal do eSocial, o canal “Fale Conosco” onde serão recebidas as dúvidas e as críticas sobre o sistema.

Multas e penalidades

As empresas que não enviarem os dados estão sujeitas a penalidades e multas. A multa prevista é de R$ 1,5 mil pelo não envio da escrituração digital, mas esse valor pode ser acumulado com as penalidades previstas pelas omissões das declarações que estarão sendo substituídas pelo eSocial.

O eSocial é um sistema de registro de informações criado para desburocratizar e facilitar a administração de informações relativas aos trabalhadores, para que as empresas possam realizar o cumprimento de suas obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias de forma unificada e organizada. Por meio dele, pretende-se reduzir custos, processos e tempo gastos hoje pelas empresas com essas ações.

Quando totalmente implementado, o eSocial representará a substituição de 15 prestações de informações ao governo por apenas uma. Entre as informações que serão concentradas no sistema estão: Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de Informações à Previdência Social (GFIP), Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e  Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF).

Com as informações coletadas por cerca de 8 milhões de empresas, será criado um banco de dados único, administrado pelo governo, abrangendo 18 milhões de empregadores e 44 milhões de trabalhadores.

Cronograma de implantação

No fim de novembro, a Receita Federal anunciou o cronograma de implantação do eSocial. A partir de janeiro de 2018, o sistema é obrigatório para entidades empresariais com faturamento no ano de 2016 acima de R$ 78 milhões.

A segunda etapa terá início em 16 de julho de 2018 e abrangerá os demais empregadores, incluindo micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs). No caso dos entes públicos, o sistema será implantado a partir de 14 de janeiro de 2019.

O envio de dados também será feito por partes, em cinco fases. Inicialmente, as empresas e órgãos deverão incluir no sistema suas próprias informações, ou seja, cadastros do empregador e tabelas. Os dados sobre os trabalhadores e seus vínculos trabalhistas, como admissões e desligamentos, passam a ser solicitados em um segundo momento.

Posteriormente, passará a ser obrigatório o envio das folhas de pagamento, e, em uma quarta fase, a Guia de Informações à Previdência Social será substituída pelo novo sistema. Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador.

Veja abaixo o cronograma

Etapa 1 – Empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões

Fase 1: Janeiro/18 – Apenas informações relativas às empresas, ou seja, cadastros do empregador e tabelas

Fase 2: Março/18: Nesta fase, empresas passam a ser obrigadas a enviar informações relativas aos trabalhadores e seus vínculos com as empresas (eventos não periódicos), como admissões, afastamentos e desligamentos

Fase 3: Maio/18: Torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento

Fase 4: Julho/18: Substituição da GFIP (Guia de Informações à Previdência Social) e compensação cruzada

Fase 5: Janeiro/19: Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador

Etapa 2 – Demais empresas privadas, incluindo Simples, Micro Empregadores Individuais (MEIS) e pessoas físicas (que possuam empregados)

Fase 1: Julho/18 – Apenas informações relativas às empresas, ou seja, cadastros do empregador e tabelas

Fase 2: Set/18: Nesta fase, empresas passam a ser obrigadas a enviar informações relativas aos trabalhadores e seus vínculos com as empresas (eventos não periódicos), como admissões, afastamentos e desligamentos

Fase 3: Nov/18: Torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento

Fase 4: Janeiro/19: Substituição da GFIP (Guia de Informações à Previdência Social) e compensação cruzada

Fase 5: Janeiro/19: Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador

Etapa 3 – Entes Públicos

Fase 1: Janeiro/19 – Apenas informações relativas aos órgãos, ou seja, cadastros dos empregadores e tabelas

Fase 2: Março/19: Nesta fase, entes passam a ser obrigados a enviar informações relativas aos servidores e seus vínculos com os órgãos (eventos não periódicos) Ex: admissões, afastamentos e desligamentos

Fase 3: Maio/19: Torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento

Fase 4: Julho/19: Substituição da GFIP (Guia de Informações à Previdência) e compensação cruzada

Fase 5: Julho/19: Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde do trabalhador

Fonte: Agência Brasil – EBC

O novo consumidor no mercado do varejo: como entregar uma experiência completa


Posted in janeiro 11, 2018 by admin
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Apesar da recuperação da economia Americana, o ano de 2017 não foi bom para o varejo tradicional, e 2018 não se mostra muito otimista.

Grandes redes de departamentos, como a Sears, decretaram falência. Lojas como Macy’s e American Eagle fecharam centenas de lojas.

Esse cenário tende a seguir globalmente. Mas por quais motivos essas empresas continuam perdendo espaço? Basicamente, porque o mundo digital, a facilidade de acesso e compartilhamento de informação estão moldando um novo padrão de comportamento do consumidor.

As pessoas não vão mais tanto a Shopping Centers, e cada vez mais preferem comprar online. Também estão menos consumistas, mais conscientes, mais exigentes e procurando mais experiências de vida.

Tudo isso traz um maior empoderamento para o consumidor na escolha, e consequentemente gera menos fidelização a marca ou empresa.

Novas formas de consumo

A nova geração de consumidores está mudando completamente o modo de fazer negócios, e os varejistas ainda não entenderam como reinventar seu segmento para atender essas expectativas.

Não se trata mais de consumir, e sim de experimentar. O que aumenta consideravelmente o leque de opções de compra e venda, gerando uma grande complexidade na forma de estruturar a organização, e a necessidade de adotar a transformação digital como mindset estratégico.

O uso da tecnologia como driver do negócio será essencial para o novo varejo, bem como uma cultura inovadora, voltada para o consumidor através de uma experiência verdadeiramente completa. Tendo em vista esse cenário, existem algumas soluções para melhorar os processos de compra, venda e gestão do varejo, tais como:

Omnichannel

Ter o foco no cliente, entender sua jornada de compra, oferecendo ao consumidor a mesma experiência de relacionamento em todos os canais de venda.

E isso não se limita a ter o mesmo preço no e-commerce e na loja física.

O cliente passa a decidir como prefere consumir, podendo realizar a compra online e optar por retirar em uma loja mais próxima ou comprar em uma loja física e receber em casa, entre uma variedade de opções.

Experiências digitais

Aliar o mundo físico ao digital, melhorando a jornada de compra.

Uso de realidade aumentada para estender a experiência além do tradicional, disponibilizando maiores informações de produto, provador virtual, sugestões baseadas em personas, além de uma infinidade de opções para satisfazer e encantar o cliente.

Uso de IoT e beacons

Utilização de smart devices, sensores e beacons para melhorar a experiência do consumidor e, ao mesmo tempo, armazenar dados para análises de comportamento. É possível com base em imagem perceber se o cliente está saindo satisfeito da loja.

Usando beacons identifica-se se um determinado produto gera interesse e pouca venda, podendo avaliar política de preço, ou até mesmo agrupar produtos de mesma característica e identificar qual tem mais saída, podendo melhorar a estratégia comercial e de portfólio de produto.

Inteligência comercial

Uso de inteligência artificial e Big Data para criar uma experiência de compra personalizada por cliente, seja na loja física, e-commerce ou outro canal, gerando maior fidelização.

Otimizar o processo de precificação através de promoções dinâmicas conforme variáveis definidas, como horário, estoque, dia da semana entre outras.

Automatização operacional e da cadeia de suprimentos

Ainda através do uso Big Data, IoT, sensores e robôs para aumentar a eficiência operacional da empresa.

Melhorar toda a cadeia de suprimentos, integrando informações de fornecedores, parceiros e operação, otimizando o processo de inventário, gestão do estoque e distribuição dos produtos entre as lojas.

Social e Gamificação

O uso de gamificação e de social media também são essenciais para gerar um engajamento dos consumidores.

Ações que colocam o cliente no centro do negócio, trazendo para o dia a dia da empresa, ajudam a entender melhor o comportamento e prever mudanças estratégicas e de portfólio. Além de ser a porta de entrada para uma nova compra, vide exemplo do uso de chatbots em redes sociais.

Neste atual cenário exponencial, o modo como vivemos está em constante evolução e, consequentemente, gerando grandes mudanças em todas as formas de relacionamento, inclusive nos negócios. O varejo é um dos principais afetados, principalmente porque lida com o consumidor final.

Concluindo, o uso de tecnologia como visto neste artigo pode ser um grande diferencial e deve ser tratado como estratégico nessa era da transformação digital.

Fonte: Portal Transformação Digital

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